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AGENDE-SE! |
EM
DEBATE, OS SUBMEDIDORES DE ÁGUA
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Hubert Gebara (*) |
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é controversa, no setor imobiliário, a questão da
instalação, nos edifícios, do submedidor individualizado
de água durante a obra, para fazer justiça àquele
que consome pouco, mas tem de pagar pela média. Algumas empreendedoras
acham que a instalação encarece a construção.
Outras que, com os submedidores já instalados, os imóveis
ficam com maior valor de venda agregado e a inovação poderá
ser aproveitada como peça de merchandising na hora do lançamento.
Neste caso, o apelo de venda do medidor individual seria tão forte
quanto um verdadeiro software de segurança, ou seja, o caro sairia
barato.
O consumo de água representa de 10% a 15% do total das despesas ordinárias dos condomínios. Perde apenas para encargos e mão-de-obra. Atualmente, na grande maioria dos prédios brasileiros, toda água é rateada pelo número de unidades autônomas do conjunto. Quem gasta pouco paga pela média do consumo, quem gasta muito também paga pela média, não há justiça nem equilíbrio. A instalação de hidrômetro individual não é apenas questão de justiça nas contas de água. O objetivo é também começar a reverter o quadro de desperdício que temos hoje e que poderá comprometer, no longo prazo, o abastecimento mundial. Esse descontrole é um verdadeiro estímulo ao desperdício. O problema atinge todos os países, e mais recentemente o Brasil, onde "a mais preciosa das commodities" está se tornando também cada vez mais escassa. Nem tudo são flores na instalação desses equipamentos. Submedidores individuais de água só podem ser instalados, sem dificuldades, em prédios novos, com previsão desde o projeto. Em prédios antigos, com mais de três prumadas, é alto o custo da obra. Mas há uma vantagem extra na instalação deles, no Brasil: aqui, a cobrança da conta individualizada não mantém o mesmo valor do metro cúbico para todos os moradores do condomínio. A concessionária desse serviço público cobra apenas valores diferenciados para quem consome acima de um certo nível. Prever a instalação dos hidrômetros individuais nos prédios resolve em parte a questão. Em minha opinião, a solução definitiva, além da previsão, seria a de entregar os imóveis com o equipamento já instalado. A questão da água ainda não foi entendida e analisada em toda sua grandeza, no Brasil. Estamos lidando com um bem finito, em torno do qual as previsões são sombrias em futuro não muito distante, em todo o planeta. A água já é considerada, em termos globais, investimento com rentabilidade maior que gás e petróleo. Isso dá idéia de sua importância num mundo em que gás e petróleo são ícones. Mas não vai demorar para o consumidor brasileiro entender isso. Ainda há muito para falar e analisar, quando o assunto é água. O tema apenas começa a dominar os debates no Brasil. Mas já está na ordem do dia há algum tempo em outros países, em especial onde alguns rios não conseguem mais desembocar no mar. Neles, a agricultura tem sido a grande vilã do consumo de água, só que reduzir as fronteiras agrícolas é impensável num planeta onde ainda há fome. Mas temos de começar a virar o jogo. Um bom início é pensar essa questão dos submedidores individuais. (*)
Hubert Gebara é diretor da Fiabci/Brasil, vice-presidente de
Administração Imobiliária e Condomínios
do Secovi-SP e diretor do Grupo Hubert.
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FONTE:
COLUNA FIABCI BRASIL - O ESTADO DE SÃO PAULO
DATA: 29/07/2008 |
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