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AGENDE-SE! |
Falta
de manutenção em pára-raios oferece riscos
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O equipamento
precisa passar por vistorias semestrais, para que se garanta o perfeito
funcionamento; inspeção do Corpo de Bombeiros é realizada anualmente |
Os
pára-raios ficam no alto de prédios e condomínios,
em áreas pouco visitadas e, muitas vezes, são considerados
sem importância por comerciantes e moradores.A falta de fiscalização e manutenção deste equipamento em edifícios e condomínios aumenta o risco de incêndios e morte de pessoas em Maringá. Estudos elaborados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), coloca o município na 94ª posição em incidência de raios no Paraná - as descargas elétricas chegam a três mil por ano. O primeiro lugar do Estado em incidência de raios é Iracema do Oeste (a 242 quilômetros de Maringá) - no município, por ano, 6,6 descargas elétricas são registradas por quilômetro quadrado. O Corpo de Bombeiros anualmente realiza uma inspeção visual nos edifícios e condomínios de Maringá. A cada três anos é feita uma fiscalização mais detalhada com o uso de terrômetro, para medir a eficiência dos pára-raios. “Esta fiscalização tem o prazo mais longo por causa da falta de efetivo”, ressalta o sargento do Corpo de Bombeiros, Valdir Mendonça. Ele acrescenta, ainda, que os síndicos devem colaborar e se preocupar com o equipamento, muito importante para salvar a vida e preservar os bens materiais. Manutenção De acordo com engenheiros elétricos, os pára-raios devem ser checados a cada seis meses para evitar riscos para os imóveis e pessoas. De acordo com o gerente Regional do Conselho Regional de Engenharia (Crea), em Maringá, Edgar Tsuzuki, é realizada fiscalização anual por profissionais habilitados, que assinam a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Os pára-raios - ou Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) - funcionam a partir de hastes metálicas no topo dos edifícios, ligadas por cabos condutores no solo. Ao cair, o raio bate nas antenas, segue pelo cabo e se dissipa no chão. Sem manutenção adequada, os raios tendem a trazer danos físicos aos edifícios e às instalações elétricas. As pessoas que circulam pelos recintos de um prédio sem pára-raios correm o risco de serem atingidas. O Brasil é campeão mundial de incidência de descargas elétricas. Por ano cerca de 60 milhões atingem o País e causa a morte de 200 pessoas. Os raios ocorreram com grande intensidade em Maringá e região na última semana. A responsável por essas descargas elétricas foi a massa de ar frio que chegou numa atmosfera que já estava úmida. “Tivemos duas frentes frias em seqüência na região, o que aumentou a incidência de raios, considerada normal para o inverno”, explica a meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Ana Beatriz Porto. O raio dura em média meio segundo. Nesse intervalo de tempo, vários fenômenos ocorrem, entre eles os fenômenos físicos e climáticos. De acordo com a variação do clima, os raios podem ser mais ou menos intensos. |
| FONTE:
PORTAL PARANASHOP - CURITIBA/PR DATA: 25/08/2008 |
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