Empresas começam a investir em imóveis com preço abaixo de R$ 88 mil
A classe média foi a principal beneficiada pela expansão da construção civil no último ano. As vendas para esse segmento cresceram 48,1% em Porto Alegre, segundo censo do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), divulgado ontem.

Neste segundo semestre e no próximo ano, as construtoras devem seguir investindo nos imóveis destinados à classe média, mercado também chamado de “econômico” pelas empresas. De acordo com o presidente do Sinduscon/RS, Carlos Alberto Aita, a intenção é ampliar a oferta de imóveis mais baratos, abaixo da faixa de R$ 88 mil, atingindo o mercado “supereconômico”, como definiu.

A dificuldade, acrescentou, passa a ser a política de aumento da taxa básica de juro, que provoca a redução dos financiamentos de longo prazo. Como o público pretendido é de baixa renda, um segmento muito sensível às mudanças de preço, o aumento de juros pode elevar o valor das parcelas e dificultar a estratégia das construtoras. Na avaliação de Aita, a elevação do juro ainda não chegou aos financiamentos.

Outro problema das construtoras tem sido a inflação dos principais materiais utilizados nas obras. Conforme levantamento do Sinduscon/RS, o aço subiu 28% desde o início do ano. O concreto aumentou 22%. Para aliviar o peso da liga metálica nos custos (responsável por cerca de 10% do valor da obra), as empresas gaúchas devem realizar a primeira grande importação de aço em consórcio com outras construtoras do país, em ação liderada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic). A expectativa é economizar até 20% com a compra. O Sinduscon, contudo, não informou a origem nem a quantidade do aço para não frustar as negociações.

O bom desempenho da construção civil, com previsão de crescimento de 5,6% para 2008, deve favorecer a criação de 39 mil empregos na Região Metropolitana, conforme o sindicato.

FONTE: ZERO HORA
DATA: 20/08/2008


Imobiliárias crescem e mudam mercado
Nunca houve tanto empreendimento em construção no Brasil. Em diferentes estágios e para públicos distintos, o sucesso ou o fracasso dessa enxurrada de lançamentos que as construtoras desovam quase que diariamente no mercado - mais de R$ 30 bilhões desde o começo de 2007 - estão nas mãos de um segmento que sempre gozou de muito pouco prestígio: as imobiliárias e o seu exército de corretores. O cenário mudou e essas empresas também. Para acompanhar a nova realidade, foram obrigadas a se profissionalizar e costurar uma rede com atuação nacional.

O momento é oportuno e ninguém quer ficar de fora. O mercado das imobiliárias experimenta, agora, o boom que as construtoras e incorporadoras começaram a ter há dois anos. Com uma grande vantagem: não corre o risco do empreendimento e tem um custo fixo mínimo, já que os profissionais não têm vínculo e são 100% comissionados.

De um lado, empresas que abriram capital, como Lopes e Brasil Brokers, que adquiriu a Abyara, disputam mercado com companhias tradicionais de capital fechado como Fernandez Mera e Coelho da Fonseca. De outro, players internacionais, como a rede americana Century 21 e a tradicional casa de leilões Sotheby´s investem para cavar seu espaço. "Apesar da expansão do setor imobiliário, identificamos um gargalo na corretagem imobiliária e criamos a empresa", afirma Sergio Freire, presidente da Brasil Brokers, montada há apenas um ano e meio.

Apesar das trajetórias distintas - a Lopes tem 70 anos de vida e a BR Brokers é novata - as duas que optaram pelo mercado de capitais seguem a mesma trajetória: aplicar os recursos levantados na bolsa na abertura de novas filiais e aquisição de pequenas empresas Brasil afora. Não poderia ser diferente. Um dos reflexos da corrida à bolsa foi a expansão nacional das construtoras. Se quisessem acompanhar o momento teriam que seguir essa nova configuração geográfica.

A Brasil Brokers ainda tem fôlego para disputar a corrida pela consolidação. Gastou menos da metade (R$ 70 milhões) dos R$ 288 milhões captados na oferta primária de ações para comprar 26 imobiliárias espalhadas pelas cinco regiões. Pretende aumentar sua presença no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A Lopes captou R$ 300 milhões e, de uma atuação restrita a São Paulo, hoje está presente em 13 estados. Sua expansão foi sedimentada tanto pelo crescimento orgânico e pela aquisição de sete marcas regionais, como a Patrimóvel, do Rio.

As mudanças, no entanto, são mais profundas. Foram anos de um mercado desorganizado e fragmentado, que agora precisa se provar eficiente. A Lopes fechou uma parceria com o Banco Itaú para concessão de crédito e criou uma diretoria de gestão de clientes, que acaba de contratar a consultoria Pepper and Rogers, que prega o marketing individual e é muito usada por empresas aéreas, por exemplo. "Queremos entender, com detalhes, as mudanças de comportamento do cliente e fazermos um trabalho pró-ativo", afirma Luiz Francisco Lima, diretor da nova área. Para capacitar os corretores, criou a Unilopes em parceria com a Anhembi Morumbi.

A Brasil Brokers investe no suporte administrativo às empresas adquiridas para que os proprietários das marcas e agora sócios da nova empresa possam ficar totalmente focados nas vendas. Apesar dos bons resultados operacionais reportados no balanço, as imobiliárias estão sendo castigadas na bolsa, como todo o setor. As ações da BR Brokers caíram 26,54% e as da Lopes, 29,46% no ano, cima do recuo de 14,91% do Ibovespa.
Quem não optou pela abertura de capital, também cresce. A Fernandez Mera está dobrando de tamanho esse ano. Sai de um volume de vendas de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,5 bilhões em 2008 e está abrindo novos escritórios no interior de São Paulo. A americana Century 21, uma das maiores redes de imobiliárias do mundo e presente em mais de 60 países, corre por fora. Deve abrir entre 10 e 15 franquias até o fim do ano e chegar à ambiciosa marca de 100 franquias até o fim de 2009. Aposta em trazer para o Brasil diferenciais, como o seguro de escritura, que cobre eventuais erros na documentação, assim como possíveis intervenções de terceiros que questionem a validade dos documentos.

Além dos lançamentos, as imobiliárias começam a trabalhar com imóveis usados - um mercado que sempre esteve nas mão de pequenas corretoras e até mesmo de profissionais autônomos - e que só tende a crescer. Em algum momento, as pessoas vão sair de onde moram para mudar para os novos apartamentos que estão ficando prontos. "Esse é o futuro do mercado imobiliário", diz Gonzalo Fernandez, da Fernandez Mera.

FONTE:Valor Econômico
DATA: 27/08/2008



Aluguéis de imóveis em favelas rendem mais
de R$ 100 milhões
Erguer "condomínios" em que os proprietários ao mesmo tempo exploram e têm que garantir a integridade dos bens e dos inquilinos é uma das peculiaridades da perigosa atividade de construção civil em comunidades pobres do Rio. De acordo com reportagem da série Favelas S/A, publicada na edição desta segunda-feira do jornal 'O Globo', esse mercado informal movimenta pelo menos R$ 107 milhões em aluguéis em favelas. O cálculo é do economista Ib Teixeira, com base no Censo do IBGE de 2000, que revelou a existência de 35.500 casas alugadas (12% do total) nas favelas.

Ib estima que o patrimônio imobiliário dos 307.500 imóveis de favelas da capital seja de R$ 7,3 bilhões. Uma quantia gigantesca, sem falar nos conjuntos habitacionais favelizados e loteamentos irregulares. Uma realidade bem diferente da desbotada idéia de que todos os problemas das favelas têm origem social. O mercado de compra e venda nessas comunidades chega a superar o que se arrecada no asfalto, curiosamente desvalorizado muitas vezes por conflitos em favelas.

Mas quem se aventura na construção em favelas conhece o risco. A falta de regras e o contrato verbal prejudicam os moradores, que ficam sem proteção legal, à mercê da vontade de proprietário, traficantes ou milicianos. Nas favelas, a denúncia vazia original (um contrato podia ser cancelado sem qualquer razão), criada em 1964 e extinta em 1979, ainda vigora. Mesmo sem ser um grande construtor, Maurício (nome fictício), de 33 anos, preferiu deixar a Barreira do Vasco, onde mantém negócios e uma casa alugada, com medo do tráfico.

FONTE: O Globo
DATA: 24/08/2008

Financiar 100% do imóvel é o atrativo
O consórcio de imóveis bateu recorde de participantes em junho, o 102º mês consecutivo de crescimento. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), naquele mês foram resgistrados 491,6 mil consorciados ativos, resultado 12,8% maior do que os 436 mil de igual mês de 2007.

"A grande vantagem do consórcio frente ao financiamento é que o usuário pode financiar 100% do imóvel", afirma Miguel de Oliveira, membro do conselho da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Mesmo com esta superioridade, no primeiro semestre deste ano o número de cotas comercializadas caiu 8,1% frente ao ano anterior, passando de 105,5 mil para 97 mil. Segundo a ABAC, já as contemplações, momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis, somaram 29 mil no acumulado de janeiro a junho de 2008, 20,4% mais que as 24,1 mil de 2007.

 

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 28/08/2008


Viagens, móveis e condomínio grátis. Vale tudo para vender imóveis
Construtoras recorrem ao marketing de varejo e trocam os tradicionais
plantões de venda por lojas em shoppings
Na disputa por espaço dentro do aquecido mercado imobiliário, algumas construtoras têm adotado estratégias próprias do varejo para fisgar clientes. Para alavancar as vendas, algumas têm investido no formato loja, em vez dos tradicionais plantões de venda, e oferecido brindes caprichados, como móveis e até viagens internacionais aos clientes.

Na última sexta-feira, por exemplo, a construtora Goldfarb, que produz unidades voltadas ao segmento econômico, inaugurou sua primeira loja dentro do Shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo. No local, serão oferecidos produtos a partir de R$ 70 mil.

Recentemente, a empresa ofereceu um ano de taxa de condomínio grátis para quem fechasse negócio. Segundo o gerente de marketing da empresa, Marcelo Abbud, das 130 unidades de valor médio de R$ 110 mil postas à venda nessas condições, 60 foram vendidas em trinta dias. O resultado da estratégia ajuda a engrossar os índices de crescimento do grupo PDG Realty, que detém 80% da Goldfarb. No primeiro semestre de 2008, as vendas contratadas da companhia cresceram 109% em relação a igual período do ano passado, de R$ 752,2 milhões para R$ 1,568 bilhão.

LOCAIS ESTRATÉGICOS

Assumidamente, a inspiração da construtora Tenda para vender produtos vem do varejo. "O cliente é atraído pelas Casas Bahia. A gente sempre usou esse tipo de marketing", diz André Vieira, diretor-executivo da companhia especializada em imóveis econômicos. Desde que surgiu, a construtora trabalha com lojas no lugar dos plantões de vendas nos empreendimentos. Para ele, pontos-de-venda em locais estratégicos convidam o cliente a entrar, conhecer o produto e saber das condições de compra.

Quem fecha negócio ainda tem chance de levar brindes como cozinhas planejadas, pisos, e móveis. No primeiro semestre, a empresa vendeu 9.741 unidades, num total de R$ 724 milhões.

"A gente tem feito várias promoções nesse sentido. Tem sido um argumento de venda bastante interessante para nós", diz Ricardo Laham, diretor de incorporação da construtora Company, que sorteou adegas climatizadas e viagens para Punta del Este, no Uruguai, com direito a hospedagem no badalado Hotel Conrad. Os sortudos estão entre os compradores de um empreendimento de alto padrão no Brooklin, na zona sul de São Paulo.

A estratégia, porém, funciona para compradores de unidades de todos os padrões. "Para cada perfil de produto, pensamos numa ação compatível."

Clientes de um empreendimento na Mooca, zona leste da cidade, por exemplo, foram sorteados para uma viagem a Buenos Aires. E todos que fizeram a pré-reserva de um empreendimento em Cajamar, na grande São Paulo, foram levados este fim de semana para assistir de camarote a um rodeio na cidade. Tudo por conta da construtora.

Pelos números que a companhia ostenta relativos ao fechamento do primeiro semestre, tudo indica que as iniciativas têm dado certo. De janeiro a junho, as vendas da empresa cresceram 261,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram vendidas 1.966 unidades, num valor total de R$ 209,4 milhões.

FONTE: O Estado de São Paulo
DATA: 08/08/2008




Abaixo da faixa de R$ 88 mil é a intenção de venda de imóveis para atingir o mercado "supereconômico", destinados à classes mais baixas.
FONTE: ZERO HORA
DATA: 20/08/2008


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