Mercado imobiliário baiano cresce 200% este ano
Foram vendidos 3.083 imóveis no primeiro trimestre contra 1.025 comercializados no mesmo período de 2007
A oferta de crédito, prazos alongados para pagamento e juros mais baixos, aliado ao aumento do poder de compra do consumidor, vêm provocando um verdadeiro boom no mercado imobiliário baiano. De acordo com pesquisa divulgada ontem pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), no primeiro trimestre deste ano houve um incremento de nada menos que 200,78% no número de unidades comercializadas em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, 3.083 imóveis foram vendidos, contra 1.025 negociados dos primeiros três meses de 2007. Quanto aos lançamentos, houve um registro de 2.479 unidades, incremento de 119,77% em relação a igual período do ano de 2007, cujo total de novas unidades no mercado foi de 1.128.
O diretor Técnico da Ademi-BA, Luciano Muricy Fontes, responsável pela pesquisa, afirma que o resultado da análise demonstra que o mercado continua aquecido, impulsionado pela oferta de financiamentos com taxas cada vez mais atrativas. “Não tenho dúvidas de que esse crescimento relevante no número de unidades comercializadas está diretamente relacionado com a oferta de crédito imobiliário. Depois que os bancos voltaram a oferecer financiamento, desta vez com prazos para pagamento maiores e taxas de juros inferiores, o mercado deu um salto”, pontua, complementando que esse desempenho positivo sinaliza que a expectativa inicial da Ademi, de comercializar dez mil imóveis em 2008 deverá ser ultrapassada.
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Dois quartos são os mais vendidos
De acordo com o levantamento, do total de unidades vendidas no primeiro trimestre, 39% tinham dois quartos, 28% três quartos, 17% quatro quartos, 8% de um quarto e 6% eram salas comerciais. Quanto à faixa de preço, 40% dos imóveis vendidos tinham valor entre R$125 mil e R$250 mil, seguidos das unidades com preço entre R$50 mil e R$75 mil, com 23%. Além isso, a pesquisa revelou que o maior volume de imóveis comercializados está situado na região do Imbuí, Paralela e Alphaville, totalizando 1.115 unidades. “A Paralela foi responsável por quase 30% dos imóveis vendidos entre janeiro e março deste ano”, destaca Fontes.
Fruto de uma parceria entre a Cyrela e Andrade Mendonça, o Le Parc Residential Resort, que será implantado numa área de cem mil metros quadrados, na Avenida Paralela (ao lado do Alphaville), é um dos ícones de vendas do mercado imobiliário baiano. “Em menos de seis meses de lançamento, já ultrapassamos a marca de 900 unidades vendidas”, comemora o presidente da Andrade Mendonça, Antônio Andrade Júnior. Segundo ele, o empreendimento foi pensado em cinco etapas, cuja última teria que ser lançada num prazo máximo de 12 anos, porém em apenas cinco meses os 1.138 apartamentos que integram as 18 torres foram colocadas à venda.
Segundo o dirigente, além do Le Parc, a construtora lançou recentemente mais três empreendimentos. Dentre eles, o Vita Praia, um condomínio residencial com 264 apartamentos na Boca do Rio, que em apenas 21 dias de lançado teve todos os seus contratos assinados. “Vendemos todos as unidades do empreendimento sem sequer ter chegado a maquete”, conta Andrade Júnior. No Salvador Shopping Business, que fará parte do projeto Downtown, a situação não é muito diferente. “Das 200 salas comerciais da torre América, 90% já foram vendidas, enquanto que da torre Europa apenas 40% estão disponíveis”, afirma ele, complementando que as facilidades de acesso ao crédito e o alongamento da parcelas são os principais motivos do aquecimento do setor.

Fonte: CORREIO DA BAHIA - Bahia
DATA:03/06/2008


Crescimento e gargalos da construção civil
O mercado brasileiro da construção civil tem crescido nos últimos anos impulsionado por diversos fatores, dentre eles destacam-se a ampla disponibilidade de crédito e as facilidades na sua obtenção. Assim, estima-se que, permanecendo o mercado como está, o crédito imobiliário será igual ao automotivo: simples, rápido e de fácil acesso. É possível prever este aumento porque apenas 2% do volume de crédito disponível é dedicado ao imobiliário no País. No Chile e na África do Sul, por exemplo, este porcentual é de 15% e 38% respectivamente.
O momento atual é muito diferente do passado recente, onde ao incorporador cabia financiar todas as etapas do projeto, desde a compra do terreno e a obra até a entrega, o que restringia os lançamentos. Ao mesmo tempo, o número de construtoras era menor, devido à necessidade de um capital de giro poderoso. Hoje, ao contrário, já é possível às construtoras, mesmo as pequenas, financiarem grande parte do projeto.
A soma desses fatores faz com que o resultado desse crescimento possa ser medido por meio do número de empregos gerados pelo setor. Estima-se que até 2010 sejam criados 100 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. O boom imobiliário brasileiro, entretanto, está causando alguns pequenos "efeitos colaterais" que, de alguma forma, já criam gargalos que podem emperrar o desenvolvimento do setor.
A falta de mão-de-obra especializada é um destes efeitos colaterais que prejudicam, principalmente, as pequenas e médias empresas do mercado, que têm mais dificuldades em fechar contratos de longo prazo com as empreiteiras, como fazem as grandes construtoras.
A alta no preço dos materiais é outro fator que deve começar a ser considerado, pois na velocidade que vem ocorrendo, já está se tornando um obstáculo para o crescimento das pequenas e médias empresas do segmento.
Na contramão desses problemas, surge o governo federal com propostas que podem manter o boom imobiliário. Um bom exemplo está na reforma tributária, que prevê a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre o cimento. A medida é, sem dúvida alguma, positiva, mas não deverá trazer um grande alento para o setor que ainda carece de mais incentivos.
Incentivo, aliás, deveria ser a palavra do momento para a construção civil no País. A criação de benefícios fiscais seria muito importante para manter o crescimento numa linha contínua, possibilitando o aperfeiçoamento da mão-de-obra às necessidades do mercado, além de diminuir o custo de produção dos fornecedores. Neste caso, não só as empresas do setor serão beneficiadas, como também os consumidores finais, que certamente terão acesso a imóveis mais baratos.
Para as pequenas e médias construtoras, a diminuição da carga tributária, tanto daqueles impostos que incidem diretamente sobre a empresa, como também dos que incidem sobre os fabricantes de materiais de construção, aumentaria consideravelmente a possibilidade de investimentos para atender a toda a demanda existente, gerando mais empregos e mais renda.
No que se refere à mão-de-obra, a alternativa para a escassez estaria na contratação de profissionais pela própria empresa, que para ocorrer de forma saudável deveria caminhar em conjunto com uma flexibilização nas leis trabalhistas e com incentivos para que as construtoras possam formar novos profissionais, mais bem qualificados e treinados.
Outra possibilidade para as construtoras, mas no que diz respeito à importação de produtos e equipamentos, está na importação, com foco especial na China, que antes era apenas conhecida pelos baixos preços, mas que hoje já possui uma extensa gama de fornecedores com qualidade internacional.
Se para as pequenas e médias empresas do setor os gargalos citados já apresentam alguns problemas, as grandes também sofreram abalos. Para as companhias listadas na Bovespa, a necessidade de lançamento de empreendimentos para manter e valorizar o preço dos seus papéis criou uma "corrida" por terrenos, que terminou com a supervalorização de algumas áreas.
A preocupação com estes gargalos é real e ocorre porque se isto for agravado, em vez de continuarmos assistindo ao crescimento do setor, vamos nos deparar com uma retração que afunilará o mercado e poderá acarretar uma onda de fusões que em vez de gerar empregos pode cortar postos de trabalho existentes.

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3
DATA: 04/06/2008


Lançado selo que comprova regularidade imobiliária
Certificado de Regularidade Documental Imobiliária pretende assegurar a regularidade jurídica e técnica de imóveis e a qualificação do vendedor

Foi lançada no NordestInvest 2008, no Centro de Convenções de Recife (PE), uma nova certificação imobiliária para o mercado brasileiro de segunda residência. O Certificado de Regularidade Documental Imobiliária, criado pela MSFI (Monitoramento e Serviços Financeiros Imobiliários), é um selo que assegura a regularidade jurídica e técnica de imóveis e a qualificação do vendedor, facilitando a transação.

Por meio de uma rápida consulta via internet, o comprador poderá ter acesso a empreendimentos imobiliários livres de quaisquer impeditivos de compra e de construção, como passivos ou entraves ambientais e desrespeito a normas ou legislações locais. "O certificado vai evitar situações já ocorridas em que compradores, muitos estrangeiros, adquirem imóveis que não existem ou que estão irregulares", diz Pedro Klumb, diretor da MSFI. O Certificado assegura, inclusive, que não há contra o empreendimento ou o incorporador qualquer ação, inclusive civis públicas, que visam de alguma forma adaptar, modificar ou paralisar as obras de edificação da incorporação.

"Esse processo de análise não é novo, mas o que fizemos foi padronizar e sistematizar todo esse mecanismo numa única ferramenta que seja acessível e que agilize a compra e venda de empreendimentos", diz Pedro Klumb. O executivo explica que as metodologias utilizadas para avaliação dos imóveis seguem os critérios já praticados pelo mercado e pelos bancos, na concessão de financiamentos.

O selo será um cartão, que virá com um número por meio do qual o proprietário do bem, o potencial comprador ou o banco, poderá acessar o site da MSFI e ter acesso a dados gerais do imóvel. O certificado poderá também ser utilizado pelo mercado imobiliário em geral, e não apenas no de segunda residência. "Uma imobiliária pode certificar todo seu acervo de imóveis à venda e, com isso, assegurar que aqueles bens, quando forem vendidos, poderão ter seus financiamentos assinados em 24 horas", diz.
Mesmo sem revelar os nomes dos bancos com os quais tem negociado a aceitação do selo, Klumb afirma que as instituições financeiras devem receber o certificado como garantia de liberação de crédito. "É uma marca nova, lançada agora, e que terá que ser construída. Mas como já fazemos esse serviço para a maioria dos bancos, é quase automático que ela seja admitida pelo mercado", aposta.

Fonte: Portal Oniweb
DATA: 30/05/2008


Construtora aposta no turismo residencial

O turismo residencial e a segunda residência formam um filão dos mais atraentes do mercado imobiliário, o de empreendimentos mais distantes dos centros das grandes cidades, em áreas de praia e com natureza preservada. Para quem mora em Salvador, as opções começam antes mesmo de Itapuã e seguem por todo o litoral norte. Entre as construtoras e incorporadoras que apostaram nesse nicho de mercado está a Thomas Magnus, do empresário alemão que deu seu nome à empresa. Estabelecido na Bahia há 14 anos, Thomas diz que o segmento está aquecido e que a maioria dos compradores (dois terços) é do próprio estado.
O segmento tem atraído, também, investidores de outros estados, sobretudo paulistas, e europeus. A Thomas Magnus não constrói exclusivamente empreendimentos com esse perfil, mas é notória a preferência por projetos à beira-mar. Dos 15 projetos já entregues, incluindo condomínios de apartamentos, casas e villages, quatro estão em Lauro de Freitas, cinco em Itapuã, dois em Stella Maris, um em Armação, um em Piatã e dois na Pituba. Dos quatro em construção, dois localizam-se em Itacimirim (Les Terrasses de Itacimirim e Le Paradis de Itacimirim), no litoral norte – os outros ficam na capital, nos bairros de Ondina e Garibaldi, também com vista para o mar.
O empresário classifica como um caminho sem volta o interesse do mercado imobiliário pelo litoral norte, porque existe uma demanda crescente por empreendimentos residenciais com esse perfil. “Esses projetos têm um ritmo mais lento por causa dos obstáculos ambientais, mas é um mercado em expansão e o processo é irreversível”, pondera Thomas Magnus, confirmando que está buscando parcerias para viabilizar o lançamento de novos condomínios na região. Consciente do interesse dos europeus pelo litoral nordestino, particularmente o baiano, ele participa há três anos do Salão Imobiliário de Madri (Sima), um dos maiores do mercado mundial.
“A idéia é desenvolver um trabalho no mercado internacional, visando manter e atrair novos investidores”, explica. Os dois empreendimentos em construção em Itacimirim seguem o conceito condomínio resort, agregando unidades residenciais a hotéis com padrões internacionais e completa infra-estrutura de lazer. O Le Paradise absorve investimentos da ordem de R$10 milhões.
Horto Florestal – O próximo lançamento da Thomas Magnus fugirá ao nicho de residência à beira-mar. O Terrazzos Bertolini Horto Florestal, um investimento de R$8 milhões, será anunciado em julho. São 32 unidades de duas suítes, de alto luxo, distribuídas por 16 pavimentos. “Estamos com uma expectativa muito boa com o mercado baiano, que é bastante competitivo”, diz o empresário, apontando como diferencial da empresa a preocupação em surpreender o mercado com projetos inovadores.

Fonte: Correio da Bahia
DATA: 30/05/2008

Aluguel desponta como opção
de investimento rentável

Crise financeira internacional, valor de imóveis e aluguéis em alta. O cenário de instabilidade externa e demanda interna aquecida coloca os imóveis em evidência como opção de porto seguro dos investimentos. Segundo o presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG), Ariano Cavalcanti, a rentabilidade dos imóveis residenciais, que em um passado recente era de 0,5% ao mês, atingiu a média de 0,7% mensais, totalizando cerca de 9% ao ano. O índice já supera a conservadora poupança, que em 2007 acumulou 8%, mas ainda deixa a desejar perante a renda fixa (14%) e a renda variável - representada pelo mercado de ações. No ano passado, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ofereceu ganhos de 45%. O dólar registrou queda de 16%.
O analista de mercado Paulo Vieira pondera que a rentabilidade oferecida pelos imóveis obedece à lei de oferta e procura. «O principal atrativo é a segurança, a garantia do patrimônio. Já a rentabilidade vai depender do momento econômico», aponta. No mês passado, os aluguéis registraram alta de 2,28% em Belo Horizonte, enquanto a inflação do mês ficou negativa em 0,36%. Nos últimos 12 meses, os preços dos aluguéis variaram 13,58%, ou seja, quatro vezes mais do que a inflação acumulada no período: 3,33%.
Com a oferta em baixa, os novos contratos de locação têm recebido reajustes de até 80%. É o caso do apartamento alugado para terceiros pela gerente de projetos da Fundação Dom Cabral, Íris Leite de Castro. A gerente conta que o aluguel do apartamento que comprou há três anos no Belvedere como investimento será reajustado de R$ 980 para R$ 1.800 com a troca de inquilino. «A procura na região está muito grande e a disponibilidade baixa. Para mim, a compra desse imóvel foi um ótimo investimento», avalia.
Já a bióloga Lúcia Almeida alugava um apartamento de dois quartos no Bairro Funcionários por R$ 900 mensais há três anos. «Os inquilinos foram transferidos para outro estado. Por sugestão da corretora, reajustaremos o valor para R$ 1.500,00, que é o que o mercado está pedindo por um apartamento com essa localização hoje», afirma.
Lúcia conta que a família sempre manteve imóveis como opção de investimento. «Temos dez imóveis para aluguel e o momento está muito favorável. Nenhum deles está desocupado, como já aconteceu em outros anos. O lado negativo do imóvel é que nas épocas difíceis você tem de arcar com as despesas de IPTU e condomínio enquanto ele fica fechado», pondera.
Outro ponto negativo do investimento em imóveis, segundo Vieira, é a falta de liquidez imediata. «Se o investidor precisa fazer dinheiro de uma hora para outra, ele pode ter dificuldades de negociar o bem rapidamente e se ver obrigado a baixar o preço», aponta. Na hora de escolher o alvo do investimento, é importante ficar atento às regiões com potencial de valorização e aos projetos governamentais para o local.
Segundo o pre