O
soluço do gigante
|
|
João
Crestana (*) |
Quando
a economia norte-americana soluça, o mundo treme. Essa
é a conclusão a que chegamos, após a contaminação
das bolsas mundiais pela crise financeira dos Estados Unidos.
Não é possível evitar os reflexos na economia
nacional, inclusive no setor imobiliário. Mas tranqüiliza
saber que as conseqüências para o nosso crédito
imobiliário serão pequenas; principalmente diante
do tamanho da crise, lá fora.
É certo que o aumento da taxa de juros praticada por alguns
agentes financeiros amedrontou os empresários. Mas, como
vivemos momento de saudável retomada, após praticamente
duas décadas de estagnação, o setor se uniu
e solicitou, ao governo federal, medidas imediatas para conter
a possível retração de um dos segmentos mais
capacitados a gerar empregos e a elevar o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) do brasileiro.
Atravessamos um dos melhores momentos em termos de produção
e aquisição de imóveis e contamos com legislação
clara, marco regulatório correto e estruturada política
macroeconômica. Isto indica segurança nas transações
imobiliárias. Os empreendedores brasileiros estão
maduros e conscientes de que o setor é responsável,
em grande parte, pelo crescimento econômico do País
e de que é também indutor do avanço social.
Eles são criativos, e nosso sistema regulatório
é mais avançado que o norte-americano.
Além disso, há enorme diferença entre o crédito
habitacional brasileiro e o mercado de alto risco dos EUA (subprime).
Aqui, o financiamento acontece principalmente por meio de agentes
financeiros e pouco por companhias hipotecárias. Temos
um mercado secundário ainda se instalando para negociar
papéis das dívidas dos mutuários.
Outro fato relevante: a demanda por imóveis no Brasil é
muito alta. Temos enorme classe média e déficit
habitacional de 8 milhões de moradias. Também, os
recursos para financiar a produção e a venda vêm
do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)
e do FGTS, com volumes definidos, mais estáveis e baratos,
e custos, respectivamente, de 6% e 3%.
Há demanda sólida e o momento permanece propício
para a compra do imóvel, principalmente se o adquirente
está seguro quanto às suas necessidades de habitação
e suas possibilidades financeiras. Porém, temos de imaginar
possíveis repercussões negativas, como a diminuição
no número de lançamentos, com alguns projetos adiados.
A sociedade e os bancos não devem tomar o mercado apenas
pelas poucas empresas do setor listadas na Bolsa, cujas ações
sofrem mais os efeitos da crise. Elas representam percentual menor
dentro do grande volume de unidades do setor, composto por dezenas
de milhares de empresas espalhadas pelo Brasil, a maioria de pequeno
e médio porte.
Vamos continuar com projeção de financiamentos de
280 a 300 mil unidades neste ano, pelo SBPE, e de investimento
de R$ 11 bilhões, entre financiamentos à habitação
popular e descontos para famílias de mais baixa renda,
pelo FGTS.
As medidas anunciadas pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega,
no último dia 29/10, com destaque para a linha de financiamento
da Caixa, que vai disponibilizar R$ 3 bilhões, é
prova de que o governo confia na capacidade produtiva do setor.
Também, que está disposto a ouvir, dialogar e negociar
com bom senso. Por isso, aguardamos que o governo federal atenda
às demais propostas do setor, como reforço da exigibilidade
na aplicação da Poupança e do FGTS pelos
agentes diversos, confirmação de volumes de financiamento
destas fontes para 2009 e incentivo para que os bancos cumpram
as condições oferecidas aos adquirentes, diretamente
ou indiretamente, nos plantões de venda.
Agora, cabe a nós, empresários imobiliários,
demonstrar maturidade e buscar, sempre, soluções
de mercado, repudiando privilégios e a ingerência
do governo, em eventuais estatizações. As empresas
imobiliárias e seu mercado estão fortes para exercer
com independência seu papel de protagonista essencial no
fortalecimento de instituições positivas como moradia
digna, educação, saúde e segurança
da população brasileira.
|
|
(*)
João Crestana é presidente do Secovi-SP, da Comissão
da Indústria Imobiliária (CII) da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC) e reitor
da Universidade Secovi. |
FONTE:
Coluna Fiabci - publicada no Jornal O Estado de São
Paulo/SP
DATA: 13/11/2008 |
|
Apartamentos
de três quartos puxam vendas
|
Os apartamentos
de três dormitórios foram as vedetes do mercado imobiliário
de Porto Alegre em setembro. Representaram 47,95% do total de
negócios realizados, conforme pesquisa do Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon/RS).
A velocidade de vendas (relação das vendas sobre
as ofertas) de imóveis novos na capital foi de 13,06% em
setembro, resultado superior ao de agosto, quando a taxa foi de
12,76%. Na média dos últimos 12 meses, a velocidade
de vendas até setembro de 2008 atingiu 14,98%, enquanto
nos 12 meses fechados em setembro de 2007, foi de 9,94%.
Foram vendidas 488 unidades novas no mês da atual pesquisa.,
acumulando, desde janeiro, 4,6 mil unidades - um aumento de 52,93%
na comparação com igual período de 2007.
DESTAQUE
DE VENDAS
Seis bairros
concentraram 66% do volume de imóveis negociados em setembro:
Jardim
Itália - 16,80%
Cristal - 15,98%
Vila Ipiranga - 13,11%
Santana - 7,17%
Petrópolis - 6,97%
Rubem Berta - 5,94%
|
| |
FONTE:
Jornal Zero Hora
DATA: 09/11/2008 |
|
|

Construtoras receberão empréstimos da CEF
|
|
O
Banco Central publicou na edição de 14 de novembro
do Diário Oficial da União uma resolução
que define as regras das operações de empréstimos
às construtoras habitacionais. Prevista na MP (medida provisória)
445, a iniciativa permite que a Caixa Econômica Federal
empreste até 3 bilhões de reais ao setor para capital
de giro.
|
|
FONTE:
Jornal O Sul
DATA: 15/11/2008 |
|
|
Condomínios verdes: mais simples do que parece
|
Durante
muito tempo, os principais itens considerados imprescindíveis
na hora de projetar um novo condomínio eram o conforto
e a segurança dos futuros moradores. Para ser "sucesso
de vendas", era preciso que o empreendimento tivesse instalações
cômodas e funcionais, atendendo assim aos padrões
de qualidade exigidos pelo crescente mercado imobiliário.
Hoje, além de tudo isso "abrem-se os olhos" também
para a importância da questão ambiental.
Na verdade,
os chamados "green buildings" (prédios verdes)
surgiram na década de 70, em países da Europa
e nos Estados Unidos. A construção das primeiras
unidades foi motivada em função da crise energética
decorrente dos altos preços do petróleo no mercado
internacional. Assim, foi dado o primeiro passo para levantar
edifícios que respeitassem o meio ambiente, com uso de
fontes alternativas de energia.
Porém,
o conceito de sustentabilidade - promover o desenvolvimento
sem prejudicar o meio ambiente ou comprometer os recursos naturais
para as futuras gerações -, começou a ser
assimilado mais tarde no Brasil. Quase 30 anos depois, no início
da década de 90, o item de preocupação
ambiental ainda não tinha um grau de grande importância
ou era praticamente esquecido no momento de se projetar novos
condomínios.
A atual
expansão acelerada do mercado imobiliário brasileiro,
acrescida às fortes discussões sobre responsabilidade
ambiental, aquecimento global e a ameaça de falta de
água no planeta, aumentaram a procura pelos denominados
"condomínios verdes". Um grande negócio
para os habitantes e as futuras gerações de uma
cidade como São Paulo.
Os novos
empreendimentos já estão nascendo sob esta nova
ótica. Mas, há milhares de edifícios antigos,
construídos antes da conscientização ambiental
no Brasil. Somente na cidade de São Paulo existem cerca
de 20 mil condomínios que, em sua grande maioria, foram
projetados e erguidos sem preocupação mais abrangente
com o meio ambiente.
A boa notícia
é que também já existem no Brasil programas
de desenvolvimento sustentável específicos para
condomínios. No entanto, é preciso ficar atento
e escolher o que mais se adequa com a sua realidade de convívio
condominial. Os programas de sustentabilidade devem, necessariamente,
ser tecnicamente fundamentados, eficientes e viáveis
economicamente – caso contrário, não funcionam
na prática.
Verdadeiras
ações de melhoria ambiental, tais como uso racional
da água, do gás, da energia elétrica, gestão
de resíduos, coleta de lixo, acessibilidade e treinamentos
ambientais, por exemplo, não podem ficar fora. De qualquer
forma, é importante lembrar que, além da importância
de se construir empreendimentos ecologicamente corretos, são
essenciais as medidas para conscientizar os condôminos
para a questão ambiental. O esforço precisa ser
conjunto. O planeta agradece.
|
| |
|
FONTE:
Jornal
O Estado de São Paulo
DATA: 17/11/2008 |
|
|
Juro mais alto pesa na prestação e
no valor final do imóvel
|
Um
dos riscos de contratar um financiamento imobiliário neste
momento é fechar um contrato com uma taxa de juro muito
alta. “Não vale a pena, mesmo que o investidor possa
renegociar o juro do empréstimo no futuro, quando as taxas
voltarem a ceder”, avalia o presidente do Conselho Federal
dos Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro
da Silva. A alta da inflação e a crise financeira
internacional interromperam a trajetória de queda das taxas
dos juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional
dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac), o financiamento ficou 17,6% mais caro
nos últimos 12 meses.
|
| |
|
FONTE:
Agência
Estado
DATA: 17/11/2008 |
|
|
Aumenta procura por linha de financiamento de imóveis para
servidores
|
A
procura de financiamento habitacional através da linha
de crédito especial para servidores públicos estaduais,
disponível a partir do convênio pioneiro assinado
entre o governo do Estado e o Banco do Brasil, em outubro, vem
aumentando consideravelmente com a proximidade do final de ano.
“O aumento está ocorrendo tanto na Capital como no
interior do Estado e já há servidores que estão
em busca de imóveis”, afirma o superintendente de
Negócios, Varejo e Governo de Mato Grosso do Sul do Banco
do Brasil, Ricardo Minatto Cabral, lembrando que o convênio
foi assinado há menos de um mês e todo o processo
leva em torno de 40 a 60 dias.
De acordo com o superintendente, muitos servidores procuram as
agências para saber qual sua margem disponível para
a realização do financiamento e, se após
isso, já começam a procurar o imóvel, que
pode ser adquirido em qualquer localidade do Brasil. “O
servidor que já possui imóvel pode usar a linha
de crédito como uma forma de investimento, comprando bens
na praia ou em locais que podem ser valorizados”, conta
Ricardo.
Com o convênio entre o banco e o governo estadual, os juros
da linha de financiamento habitacional para o servidor estadual
serão de 8,9% ao ano mais a TR, valor abaixo do praticado
atualmente no mercado, que gira em torno de 14,7% ou até
15%. O servidor poderá financiar até 80% do valor
do imóvel, com o valor mínimo de R$ 20 mil e limite
máximo de R$ 1,5 milhão.
Para a realização do financiamento, o Banco do Brasil
só levará em consideração a renda
do servidor, que não pode ter restrições
cadastrais. “Desta forma, não levamos em consideração
se o cônjuge tem restrições cadastrais como
acontece em outros bancos”, esclarece o superintendente
de Negócios. Outra vantagem é que o servidor pode
ter mais de 30% de sua renda comprometida com a prestação
da casa própria. “Será realizada uma análise
de seus gastos mensais, incluindo empréstimos. Se o servidor
paga aluguel de R$ 500,00, por exemplo, esse é um indicativo
que ele poderá arcar com a prestação”,
analisa Ricardo.
O convênio também garante isenção da
tarifa de análise jurídica da documentação,
procedimento necessário para aprovar o crédito,
e que custa em torno de R$ 400,00. O superintendente de Negócios
destaca ainda o benefício da Prestação Pula,
por meio da qual o cliente pode escolher um mês do ano em
que não terá parcela a pagar. O valor correspondente
a essa mensalidade é diluído no total do débito.
Quem desejar contratar o empréstimo pode também
contar com carência de um até seis meses.As agências
do Banco do Brasil na Capital e no interior já estão
atendendo os funcionários públicos estaduais que
desejarem se informar sobre o financiamento imobiliário.
|
| |
|
FONTE:
Portal
pantanal News
DATA: 17/11/2008 |
|
|
Comprar imóvel na planta fica mais arriscado
|
A crise
financeira mundial e o aperto na oferta de crédito tornaram
mais arriscada a compra de imóveis na planta. Empresas
do setor aguardam o detalhamento do pacote de ajuda financeira
do governo para avaliar o impacto sobre os negócios. Enquanto
isso, empresas, sem caixa, revisam a projeção de
lançamentos, apresentam balanços financeiros preocupantes
e demitem. “Quem comprar imóvel na planta neste momento
vai correr um risco enorme”, alerta o proprietário
da ACI Consultoria Imobiliária, Ademir Silva.
O consultor diz conhecer clientes que já enfrentam atraso
na entrega dos imóveis ou perceberam redução
no ritmo da obra, mas evita citar nomes. “A escritura do
imóvel só é conseguida quando o prédio
já está pronto e com ‘habite-se’, mas
há obras paradas ou atrasadas”, conta. Ele destaca
que, sem o documento, os compradores não podem revender
o bem.
“As obras estão paradas. Há o risco de quem
comprou um imóvel com previsão de entrega de dois
anos só receba o bem em cinco”, alerta Silva.
O atraso nas obras, negado por grandes construtoras, seria conseqüência
da falta de dinheiro na praça. Por um lado, as empresas
não conseguem tomar empréstimos junto aos bancos,
já que estes passaram a restringir o crédito. Por
outro, os próprios compradores finais estão receosos
em assumir dívidas longas nesse momento de incerteza na
economia e de alta taxa de juros.
Uma das conseqüências é a desaceleração
nas vendas, que faz com que as empresas revisem o fluxo dos próximos
lançamentos de imóveis.
Precaução
Apesar do cenário desfavorável, o investidor que
estiver decidido a comprar o imóvel deve adotar alguns
cuidados extras para que o negócio não se transforme
em uma dor de cabeça (veja quadro abaixo). “É
necessário cautela para evitar problemas, como a perda
do imóvel por causa da falência de alguma construtora”,
afirma o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis
(Cofeci), João Teodoro da Silva.
Ele recomenda que o comprador exija que o empreendimento tenha
um fundo próprio, chamado de patrimônio de afetação.
Nesse sistema, todos os recursos obtidos pela construtora em determinada
obra são “carimbados” para aquela construção.
Ou seja, o incorporador não pode redirecionar parte das
parcelas recebidas de um empreendimento para outra obra.
Por esse regime, é criado, inclusive, um conselho para
fiscalizar a administração do patrimônio do
empreendimento. “Qualquer comprador pode fazer parte do
grupo e consegue acesso às informações. É
possível saber, por exemplo, se o empreendimento possui
patrimônio suficiente para concluir as obras”, explica.
Para o presidente do Cofeci, é justamente essa total transparência
das informações que leva algumas construtoras a
não adotar o sistema.
O fundo garante que, caso haja falência da construtora,
os moradores contratem outra empresa para a conclusão da
obra. O patrimônio de afetação foi criado
por uma lei de 2004 depois da falência da construtora Encol,
que, ao declarar falência, deixou vários empreendimentos
parados no País.
Cláusula de recompra
Parte dos especialistas recomenda ainda que seja exigida uma cláusula
de garantia de recompra do imóvel pela incorporadora. Com
ela, o comprador que quitar a dívida e precisar do dinheiro
pode vender o imóvel para a empresa. Lembre-se, no entanto,
que a incorporadora pode oferecer um valor abaixo do desejável.
Ou seja, a cláusula não garante que o proprietário
conseguirá vender pelo preço que almeja ou pelo
valor de mercado.
O consultor financeiro Gustavo Cerbasi dá ainda um conselho
do ponto de vista econômico. “Com os juros altos,
não compensa financiar imóveis acima de R$ 100 mil
em mais de 12 anos”, aconselha. Se o valor do imóvel
for mais baixo, o prazo pode ser maior desde que a parcela seja
equivalente ou menor do que o custo de uma locação
que a pessoa pagaria caso fosse alugar uma casa.
|
| |
|
FONTE:
Agência Estado
DATA: 16/11/2008 |
|
|
Estrutura de cidades próximas é atrativa
|
Já há algum tempo o mercado imobiliário do
interior paulista vem ganhando mais e mais destaque. Principalmente
as cidades situadas próximo às rodovias Anhangüera
e Bandeirantes e no Vale do Paraíba, como São José
dos Campos, Sorocaba, Jundiaí e Campinas, pouco distantes
da capital.
De modo
geral, segundo as incorporadoras e as diretorias regionais do
Sindicato da Habitação (Secovi), as condições
oferecidas nessas regiões são bastante similares
de cidade para cidade. Essas localidades passaram, na última
década, por um forte processo de industrialização.
Várias empresas nacionais e multinacionais mudaram para
a região, o que ajudou a fortalecer o desenvolvimento
dessas cidades, que passaram a ter infra-estrutura mais robusta,
em alguns casos até similar à existente em grandes
cidades como São Paulo. Esse é, por exemplo, o
caso de Campinas.
Esse desenvolvimento
veio acompanhado de um crescimento demográfico expressivo,
até superior ao registrado na capital. “E não
estamos falando de nascimentos”, esclarece o diretor-regional
do Secovi em Sorocaba, Flávio Amary. “Aqui, há
uma média de uma pessoa por hora vindo morar na cidade.
É grande a quantidade de pessoas que migram para cá
atraídas pelas empresas que aqui estão”,
diz.
Nesse movimento,
claro, cresce a procura por imóveis. “Somente entre
abril e junho deste ano, foram lançadas em São
José dos Campos cerca de 9 mil unidades de casas e apartamentos”,
informa Ronaldo Queiroga, diretor-regional do Secovi para a
região do Vale do Paraíba, destacando o grande
volume de empreendimentos habitacionais novos na cidade de vocação
industrial e que agora passa por forte processo de verticalização.
Contudo,
engana-se quem pensa que esse crescimento fez com que essas
regiões perdessem as vantagens que uma cidade do interior
oferece em termos de qualidade de vida, com menos trânsito,
ruídos, mais segurança e possibilidade de contato
com a natureza. “Ao contrário, a qualidade de vida
somou-se a uma estrutura mais bem servida em termos de comércio
e serviços ”, frisa a diretora da Associação
das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de
Jundiaí e Região (Proempi), entidade que representa
o Secovi em Jundiaí, Célia Benassi.
VIAGEM
DIÁRIA
E é
justamente esse misto entre o bucolismo de interior e o conforto
de cidade grande que torna a região tão atrativa
na visão do gerente-comercial José Luiz de Aguiar
Júnior.
Mesmo trabalhando
em São Paulo, ele preferiu viver no interior, mais precisamente
em Sumaré, cidade da região metropolitana de Campinas.
As vantagens dessa escolha são muitas, diz ele, a começar
pelo baixo custo de vida. “Meu salário torna-se
‘ maior’, pois ganho na capital e gasto no interior”.
Ele diz
que o preço da casa onde vive há mais de quatro
anos com a mulher e o filho também é outro fator
preponderante: “Uma casa como esta em que vivo custaria
no mínimo o dobro em São Paulo”.
Mas é
o sentimento de segurança e a qualidade de vida que realmente
pesam: “Além do maior contato com o verde, no interior
é possível andar pelas ruas em qualquer horário
sem o medo que se tem em São Paulo”.
Aguiar Júnior
frisa ainda que o fato de ter de se deslocar por cerca de 100
quilômetros para ir ao trabalho não o incomoda:
“Levo cerca de uma hora para chegar ao trabalho. O mesmo
tempo que muita gente em São Paulo perde transitando
dentro da cidade”.
Segundo
especialistas, clientes com o perfil de Aguiar Júnior
representam uma boa fatia do público que procura a região.
“ Isso pode ser observado pela grande quantidade de ônibus
fretados que partem todos os dias para São Paulo”,
diz Célia, do Secovi Jundiaí.
“Trata-se
de uma tendência que vai aumentar daqui em diante, com
a região metropolitana oferecendo condições
cada vez mais restritivas no que diz respeito aos preços
dos imóveis e muito trânsito”, destaca Mario
Giangrande, sócio-diretor construtora e incorporadora
BKO.
Marcelo
Moralles, diretor de produtos da Tecnisa, arrisca dizer que
quase um terço dos clientes que compram imóveis
no interior vêm de São Paulo em busca dessa tranqüilidade.
“O interior paulista é bem servido de vias expressas
e rodovias, que permitem percorrer a distância até
a capital levando em média 50 minutos”, explica.
“É
praticamente o mesmo tempo, ou até menos, que alguém
gasta para ir da zona norte da capital até regiões
como a Faria Lima e Berrini”, complementa o diretor da
Rossi para a região de Campinas, Valdemar Gargantini.
Para os
profissionais do setor, a possível implantação
da linha ferroviária para o trem-bala, que fará
a ligação de São Paulo com o interior e
o Rio de Janeiro, só virá aumentar o interesse
por morar fora da capital.
|
| |
|
FONTE:
Jornal O Estado de São Paulo
DATA: 16/11/2008 |
|
|
Os
apartamentos de 3 dormitórios foram
as vedetes do mercado imobiliário de Porto Alegre em setembro,
representando 47,95% do total de negócios realizados.
|
|
FONTE:
Jornal Zero Hora
DATA: 09/11/2008 |
|
|

|
"Só quando a maré baixa é que você
descobre quem estava nadando nu."
(Frase
do mega-investidor, filantropo e ensaísta norte-americano
Warren Buffet, em seu livro "O TAO de Warren Buffet")
|
|
|
Imprimir
página
|