Imóveis são uma opção de investimento
* Cezar Sperinde
O investimento em imóveis sempre atraiu o brasileiro que, historicamente, é avesso ao risco. Em períodos de incertezas os brasileiros optaram pela segurança de empilhar tijolos, especialmente nos anos de 1980 e 1990, que foram épocas de maior instabilidade econômica. Naqueles anos, com as taxas de juros nas alturas, a hiperinflação e planos econômicos sucessivos e muitas vezes fracassados, a tarefa de fazer um planejamento financeiro eficaz era inviável. Como alternativa, muitos investidores buscavam a segurança na aquisição de imóveis, um ativo menos vulnerável às mudanças na política econômica. O momento brasileiro é outro. Um cenário de crescimento econômico, juros mais baixos e abundância de crédito. O setor imobiliário aquecido, associado à credibilidade da nossa economia e redução do risco-Brasil, atraiu investimentos do mundo inteiro para o nosso País criando uma atmosfera de segurança para os investidores nacionais e estrangeiros e uma expectativa de que o ciclo de crescimento seria longo. Infelizmente, a crise imobiliária americana se transformou em uma crise global financeira e encheu o mundo de incertezas, reduzindo o crédito, provocando, mais uma vez, a fuga de investimentos do Brasil. Mesmo que se acredite que o Brasil esteja preparado para enfrentar essa crise e que a solução para seus efeitos seja rápida, o investimento em imóveis, mais uma vez, pode se transformar em porto seguro para os investidores mais conservadores que preferem abrir mão da uma alta rentabilidade e maior liquidez em troca de um ativo de baixo risco.
Nesse momento de incertezas, o investidor precisa avaliar qual é o seu objetivo. Pode ser apenas a segurança do seu patrimônio, mas pode ser também a oportunidade de aumentar sua renda ou de ter ganhos com a valorização da propriedade. Em função de seu objetivo, a escolha do imóvel vai ser diferente podendo obter ganhos de algumas maneiras, seja com a valorização acima de mercado de uma determinada área da cidade ou produto, aumentando-se o valor agregado através de melhorias num imóvel estando o mercado disposto a pagar por elas, ou através da simples locação. Para quem optar por melhorar a renda através da locação de imóveis, a diversificação dos imóveis é aconselhável, ou seja, ter mais de um tipo de imóvel locado, possibilitando um retorno mesmo quando houver algum desocupado. Nesse momento o mercado de locações está carente de ofertas de imóveis de um e dois dormitórios, o que se traduz em uma excelente oportunidade de investimento. No entanto, mesmo que o investimento imobiliário tenha suas vantagens, como a redução de riscos e solidez contra confiscos e possa ser uma boa opção seja como um projeto de vida ou de construção passo a passo de uma reserva de patrimônio, esse investimento exige conhecimento de mercado e, principalmente, uma assessoria de profissionais atualizados.

* Diretor da Sperinde Imóveis



FONTE: Jornal do Comércio - Porto Alegre/RS
DATA: 20/10/2008

Caixa Econômica não irá alterar condições de financiamentos de imóveis
A Caixa Econômica Federal não irá alterar as condições de financiamento de imóveis em razão da crise financeira. Segundo a superintendente nacional de habitação do banco, Bernadete Maria Pinheiro Coury, a posição é válida tanto para contratos de pessoas físicas como jurídicas.
"Com relação especificamente a esse momento de crise, a orientação que nós temos e que seguimos é que a Caixa manterá as condições de financiamento. Não pretendemos aumentar os juros ou mudar prazos e nem alterar a cota de financiamento. Os prazos (continuam) de até 30 anos e as cotas de até 100%", afirmou durante a quarta edição do Fórum Nacional de Sustentabilidade de Construção, na última segunda-feira (20).

Ritmo de contratos

De acordo com a Agência Brasil, a instituição não registrou, até o momento, queda no ritmo de fechamento de contratos de financiamento imobiliários. "Até a semana passada, o ritmo de contratação não foi alterado. Mas, a gente acredita que se não houver um recrudescimento da greve (dos bancários), isso pode ficar um pouquinho comprometido", disse.
Porém, a superintendente admitiu que as construtoras podem, eventualmente, diminuir a quantidade de imóveis lançados no mercado. "Os empresários estão dizendo que vão reavaliar lançamentos. A Caixa vai agir sempre visando ao atendimento do mercado. Se houver uma redução de oferta de unidades habitacionais, a gente vai contribuir para que essa redução não exista, mantendo a oferta de crédito", afirmou.
Segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio), os lançamentos em São Paulo totalizaram 23.112 unidades no período de janeiro a agosto deste ano, o que representa uma alta de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Cuidados do consumidor
Para Coury, uma pessoa que deseja fazer um contrato de financiamento deve considerar as suas próprias condições a qualquer momento em que o empréstimo será feito, não somente em um período de crise.

FONTE: Portal Infomoney
DATA: 21/10/2008



Efeitos da crise: bancos aumentam juros para financiamentos de imóveis
Com a crise financeira global, veio também o receio de que os prazos de financiamento iriam diminuir enquanto os juros aumentariam. Os efeitos já começam a serem sentidos, e as taxas de juros para a compra de imóveis já subiram em alguns bancos.

Esse é o caso do Unibanco, Itaú e Bradesco. O primeiro banco aumentou as taxas de juros de 11% para 12% ao ano, mas ressalta que o prazo não mudou, continuando em 25 anos, ou 300 meses. No caso do Itaú, a taxa subiu de 9% para 12% e, segundo a assessoria de imprensa do banco, o aumento é uma medida de controle e tem relação com a crise.

Já o Bradesco elevou a taxa de juros de 9% para 10,5% ao ano, para imóveis de até R$ 120 mil. Segundo a assessoria, o reajuste foi feito acompanhando a alta do mercado e o banco mantêm a sua meta de crescimento da carteira de crédito imobiliário, de fechar o ano com R$ 5,7 bilhões.

Prestações mais altas
No caso de quem pretende obter um financiamento com juros de 12% ao ano, para comprar um imóvel de R$ 120 mil e pagá-lo em 180 meses, o valor das prestações ficará em R$ 1.394,21.

Já se os juros forem de 10,5% ao ano, para um imóvel com o mesmo preço e financiado pelo mesmo prazo, o valor das parcelas será de R$ 1.295,41.


FONTE: Portal Infomoney
DATA:14/10/2008

Venda de imóveis novos cresceu 62,6% em agosto
Se de um lado o setor da construção civil reclama de falta crédito - a ponto de sensibilizar o governo a criar um pacote de ajuda de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões -, do outro, comemora o desempenho dos índices de vendas. Segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) divulgada ontem, as vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo cresceram 62,6% em agosto em relação a julho, totalizando 4.146 unidades. O levantamento, no entanto, ainda não mede o impacto direto do período mais crítico da crise até agora, ocorrido em setembro. "Esse clima de incertezas terá influência sobre o mercado imobiliário", diz o economista-chefe do Sindicato, Celso Petrucci. Mas, em sondagem feita pela entidade entre empresários, em setembro, a procura permaneceu alta e os efeitos da crise devem começar a aparecer nos números de outubro.

MAIS RECURSOS

Para evitar um corte súbito de recursos ao setor, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca defende a redução do compulsório de 30% da caderneta de poupança. Segundo ele, a medida irrigaria o crédito imobiliário. "Isso aumentaria o valor disponível para os empréstimos e compensaria a redução do montante que as empresas esperavam captar em bolsa."

A poupança é a principal fonte de financiamento habitacional no País, responsável por uma fatia de 70% das aplicações. O recurso financia tanto a compra como a produção do imóvel. A visão do economista, que traçou ontem cenários para o setor no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, está afinada com a de representantes da área.

Para ele, o crédito é a principal porta pela qual a crise financeira internacional deve acertar a economia real do País e o mercado imobiliário. "É preciso encontrar uma solução para as empresas que foram pegas no contrapé da crise, sem recursos para terminar empreendimentos e com lançamentos já vendidos", disse.

Segundo as previsões de Giannetti da Fonseca, o mundo passará por um período de recessão de cerca de dois anos, com conseqüências inevitáveis no mercado imobiliário brasileiro, apesar das diferenças nas economias do Brasil e dos Estados Unidos. "Aqui não foram adotados mecanismos ir