Mercado imobiliário aposta na diversificação
Grandes construtoras nacionais estão apostando no mercado imobiliário de Fortaleza. A mineira MRV Engenharia, segunda maior construtora do País, tem planos de lançar, até o final do ano, 3.436 unidades, voltadas principalmente para o público de baixa e média renda. O valor dos apartamentos deve variar de R$ 60 mil a R$ 140 mil. Serão ao todo nove empreendimentos, localizados em bairros como Maraponga, Messejana, Cidade dos Funcionários e Dias Macêdo.

Segundo o superintendente regional da MRV, Yuri Chain, a tendência é de que mais construtoras invistam nessa parcela da população. "Ainda é grande a demanda reprimida nesse segmento. Só agora é que o público de baixa e média rendas está tendo acesso ao financiamento imobiliário, graças à oferta de crédito, à redução dos juros e ao aumento no rendimento", destaca.

Chain afirma que investir nessas classes traz muitas vantagens. "A gente consegue trabalhar com muita escala e os volumes de venda são bem maiores em comparação com os de empreendimentos de alto padrão", aponta. O diretor-presidente da Magis Incorporações e Desenvolvimento Imobiliário, Deda Studart, também vê de forma positiva a mudança de foco das construtoras. "As empresas não ficam reféns de um só segmento e os produtos oferecidos acabam chegando a uma parcela maior da população", observa.

Renda alta
A Even Construtora e Incorporadora S/A também está chegando a Fortaleza, mas, ao contrário da MRV, ela traz como foco o público de média e alta renda. Cinco empreendimentos devem ser lançados pela companhia ainda neste ano e no começo do ano que vem. De acordo com Cassiano Damasceno, diretor da Even, o Ceará tem acompanhado de perto o bom momento registrado pelo setor imobiliário no Nordeste. "Cada vez mais as grandes construtoras têm saído do Sul e do Sudeste e lançado empreendimentos aqui na região. A gente observa que Fortaleza ainda tem um grande espaço de crescimento, diferentemente do que acontece em Salvador, por exemplo, onde esse boom do setor já aconteceu", afirma.

Damasceno explica que a empresa tem planos de diversificar o seu público-alvo. "Estamos pensando em desenvolver projetos para a população com menor poder aquisitivo. Os proprietários começaram a perceber que, hoje em dia, não é mais o preço do metro quadrado que conta, mas a parcela que o cliente vai poder pagar", avalia.

Fonte: Jornal O Povo
DATA
: 18/07/2008


Morgan Stanley vai investir em imóveis no Brasil
O mercado imobiliário brasileiro entrou no radar do Morgan Stanley, que tem um dos maiores fundos do mundo dedicados ao setor, com US$ 25 bilhões em caixa e US$ 100 bilhões em ativos distribuídos por vários países. Nos próximos três anos, o banco pretende investir no País cerca de US$ 900 milhões na compra de participação em empresas, financiamento de projetos e na construção ou compra de shoppings e empreendimentos imobiliários comerciais e industriais com parceiros locais.

O Morgan Stanley inaugurou sua área imobiliária no Brasil em agosto. De lá para cá, investiu US$ 200 milhões para virar sócio da incorporadora Abyara e da Bracor, empresa carioca controlada pelo bilionário norte-americano Sam Zell. Na Abyara, o Morgan tem 22% das ações. Na Bracor, a participação deve subir dos atuais 12% para 18%. O banco já tem US$ 100 milhões aprovados para comprar mais ações e capitalizar essas empresas.

"O Brasil será importante para o fundo em sete a oito anos. No Japão, entramos em 1996 e passamos três anos sem investir um centavo. Hoje, temos 160 pessoas e é nosso segundo maior mercado", diz o espanhol Alfonso Munk, diretor-executivo do Morgan Stanley. "Na América Latina, 90% do foco será no Brasil."

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
DATA: 19/07/2008

Cresce o "servicer" no crédito imobiliário
A expansão do crédito imobiliário tem ocupado posição de grande destaque no cenário nacional. O volume de operações dos agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu R$ 2,27 bilhões, em maio, mas ainda mais importante foi o número de unidades financiadas, que atingiu 22.069, o mais elevado dos últimos 20 anos. Por valores financiados, maio de 2008 foi inferior apenas, historicamente, a novembro de 2007, superando em 57,8% o montante contratado em maio de 2007.

As instituições financeiras que operam neste segmento do mercado preocupam-se em apresentar inovações capazes de atrair e fidelizar os interessados em adquirir imóveis por meio de financiamento imobiliário, oferecendo desde taxas de juros e prazos de pagamento competitivos até serviços de consultoria customizados para atender às necessidades dos clientes.
Além de condições mais favoráveis de financiamento, os bancos travam uma verdadeira batalha no que diz respeito ao prazo de liberação do recurso para pagamento do vendedor, principal reclamação dos pretendentes ao financiamento.

Em regra, a liberação do financiamento ocorre após a comprovação do registro do contrato no serviço de registro de imóveis competente, assegurando que a transação imobiliária e a garantia constituída em favor da instituição financeira foram devidamente formalizadas.

Para tanto, o comprador deve entregar ao banco o contrato registrado e a matrícula do imóvel contendo a comprovação de tais atos. O banco, por sua vez, procede a conferência do registro e libera o recurso ao vendedor em 48 horas em média.

O prazo médio de toda a operação, desde a aprovação do crédito até a efetiva liberação do recurso, pode levar até 90 dias, especialmente se houver questões documentais a serem esclarecidas para conclusão do processo de financiamento.

A maioria dos bancos tem optado pela contratação de empresas especializadas na condução de parte das atividades necessárias para a formalização da operação de financiamento imobiliário. Isso é especialmente verdadeiro com relação às etapas que não se referem à aprovação do crédito, como, por exemplo, a avaliação do imóvel e a verificação da regularidade jurídica e documental das partes contratantes e do imóvel objeto do financiamento.

A terceirização de atividades que não se referem ao principal produto do banco, que é a concessão de crédito, é uma estratégia que agrega valor tanto para a instituição financiadora como para o seu cliente interessado no financiamento imobiliário, pois, além de reduzir custos com estrutura interna, com uma boa estratégia operacional, podem reduzir os prazos da operação em cerca de 50% a 60%.

Ademais, as empresas de "servicer" têm demonstrado uma capacidade de adaptação muito rápida aos aumentos e reduções bruscas de demanda, bem como na participação da implantação de novos fluxos operacionais, sendo uma boa alternativa para as instituições financeiras que desejam entrar neste segmento de mercado.

As etapas de avaliação da garantia e segurança jurídica da operação são realizadas por empresas especializadas e totalmente imparciais, que conferem segurança, agilidade e padrões de qualidade reconhecidos por todo o mercado de financiamento imobiliário, inclusive o secundário, nas conhecidas operações de securitização de recebíveis imobiliários.

A tendência cada vez mais predominante é a segregação de atividades-meio, deixando a cargo de cada participante do mercado imobiliário aquilo que cada um tem de melhor, ou seja: para a construtora, a produção dos imóveis; para as corretoras de imóveis, a intermediação das vendas; para os bancos e companhias hipotecárias, a concessão de crédito; para o financiamento dos imóveis e para as empresas de servicer imobiliário, a prestação de serviços necessários à formalização dos financiamentos imobiliários.

A atividade do "servicer" imobiliário pode ser total, compreendendo as etapas de avaliação do imóvel, análise de regularidade jurídica e documental, formalização do contrato e controle dos recebíveis imobiliários decorrentes do financiamento, ou parcial, compreendendo apenas uma ou algumas das atividades como, por exemplo, a análise jurídica e documental.

Fonte: Jornal Gazeta Mercantil
DATA:
18/07/2008

Salão imobiliário deve movimentar
R$ 180 mi em negócios
Previsão é vender cerca de mil imóveis durante os 11 dias do evento em Salvador
Com a expectativa de movimentar cerca de R$180 milhões com a venda de imóveis residenciais e comerciais, foi lançada em Salvador a programação da terceira edição do Salão de Negócios Imobiliários da Bahia. O evento, que acontecerá de 9 a 19 de outubro, é considerado o maior do setor no país em faturamento, e deve reunir mais de 64 expositores nacionais e internacionais. Segundo o coordenador do salão, Cláudio Cunha, o número de unidades ofertadas ainda não foi fechado, mas o objetivo é ultrapassar os oito mil imóveis apresentados no ano passado. “A previsão é comercializar pelo menos mil imóveis durante os 11 dias de evento, superando o volume de negócios da última edição, que foi de R$160 milhões”, afirmou.
Segundo explica, uma das novidades este ano está na redução do preço médio dos bens ofertados. “Com unidades mais baratas, estamos atingindo um novo público. Por exemplo, no ano passado, o valor médio dos imóveis estava em R$250 mil. Para o salão de 2008, a estimativa é que fique entre R$150 mil e R$180 mil”, avalia o coordenador. O lançamento da terceira edição do evento contou também com a participação do presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Walter Barretto.
Para Cláudio Cunha, que também é vice-presidente da Ademi-BA, o otimismo em torno dos resultados esperados com o Salão de Negócios tem reflexo na própria previsão de crescimento do mercado imobiliário no estado. Conforme avalia, o setor baiano deve encerrar 2008 com a marca de 12 mil a 15 mil imóveis vendidos, superando as 7.116 unidades comercializadas em 2007 no estado. Somente no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço da entidade, houve um aumento de 200% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.
Público - Além de ampliar o volume de negócios, os organizadores do salão aguardam ainda um público recorde este ano. “A expectativa é receber cerca de 30 mil visitantes, contra os 24 mil registrados na edição anterior”, revela Cláudio Cunha. Para quem for conferir os lançamentos imobiliários, há a oportunidade de avaliar, no próprio local, os melhores planos de financiamento do imóvel. Atento a esse crescimento no consumo, o dirigente conta ainda que o espaço onde será realizado o evento, no Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções, foi ampliado, passando de 12 mil para 16 mil metros quadrados.

Fonte: Correio da Bahia
DATA: 17/07/2008



Caixa quer oferecer crédito para
projetos imobiliários corporativos
Banco deve destinar inicialmente R$ 2 bilhões à modalidade

A Caixa Econômica Federal vai apresentar ao mercado uma nova face no crédito imobiliário. A atuação do banco no setor, que historicamente sempre esteve muito imbricada com as políticas habitacionais do governo federal, vai se espraiar para outros se

gmentos do mercado.

A estratégia prevê o aumento expressivo dos recursos concedidos para empreendimentos imobiliários corporativos. Cada vez mais, o logotipo da Caixa Econômica será visto em tapumes nas mais diversas obras: da construção de shoppings centers e centros comerciais até plantas industriais.

Na partida, a Caixa pretende movimentar cerca de R$ 2 bilhões em operações de crédito. Além de engordar sua carteira de financiamento imobiliário, a Caixa Econômica estuda também criar um fundo para atuar diretamente na gestão de alguns destes imóveis ao lado de parceiros privados.

O banco vem mantendo tratativas com fundos de pensão e private equities especializados no mercado imobiliário. Conversa também com duas grandes construtoras e incorporadoras brasileiras.

Dentro da diretoria do banco, discute-se até mesmo a possibilidade de abertura de escritórios de representação no exterior para auxiliar na captação de recursos para o futuro fundo. Inicialmente, a CEF deverá concentrar suas operações no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal Cidade Biz
DATA: 18/07/2008



Mercado imobiliário com acesso por telefone
A Janela Digital, empresa das Caldas da Rainha, prepara-se para lançar o Casa Sapo Mobile, uma plataforma móvel que permite o acesso a toda a informação sobre o mercado de oferta e procura de imóveis disponível no maior portal nacional de imobiliário, a partir de qualquer telefone móvel, ou através da nova versão especial para o iPhone.
Mobilidade, autonomia e independência, são as três grandes vantagens da solução Casa Sapo Mobile, uma ferramenta estratégica brevemente acessível a particulares e profissionais do sector.
Para o particular, as vantagens centram-se na mobilidade. A partir de qualquer local, é possível aceder ao portal Casa Sapo, pesquisar imóveis quando e onde desejado, deixar um pedido de contacto, e verificar se o imóvel está a ser divulgado correctamente.
Para o profissional, mobilidade – associada a autonomia e independência – significa ter o escritório sempre a seu lado, para onde quer que vá. E a possibilidade de angariação de contactos ganha por isso um novo impulso, dada a possibilidade de rentabilizar oportunidades de negócio, independentemente do lugar e do momento em que possam surgir.
Na rua, caso disponha do serviço Imoguia SMS activo, o mediador pode receber de imediato o pedido de contacto de um potencial cliente e retribuir logo de seguida, verificando toda a informação relativa a esse mesmo imóvel.
Fazer prospecção fora do escritório, encurtando o tempo entre a prospecção, a angariação, a fase de acompanhamento a clientes e a venda, é outra das vantagens desta solução.

Fonte: Jornal das Caldas
DATA: 16/07/2008





R$ 2 bilhões é o valor que a Caixa pretende movimentar em operações de crédito. O banco estuda também criar um fundo para atuar diretamente com parceiros privados.
Fonte: PORTAL CIDADE BIZ
DATA: 18/07/2008


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