Caixa poderá comprar participação acionária de construtoras de imóveis
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quarta-feira (22/10) que a medida provisória que permite a estatização de bancos também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade.

"Esta medida vem no sentido de reforçar o setor habitacional, para que ele continue tendo essa performance que vem tendo nos últimos dois anos. Para isso a Caixa estará habilitada a ter participação acionária nas empresas construtoras, como faz hoje o BNDES. Haverá uma Caixapar", disse o ministro.

FONTE: Portal Em Tempo Real - Brasília - DF
DATA: 22/10/2008

Ações de construção refletem euforia do passado
É um erro atribuir somente a crise financeira internacional o insucesso de construtoras e incorporadoras que abriram capital entre 2006 e 2007, período de euforia jamais visto no Brasil que evidentemente não poderiam prosperar. A análise é do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. "Foi uma corrida para aquisição de terrenos, comprados por preços supervalorizados, em um ambiente de absoluta artificialidade que saltava aos olhos dos mais inexperientes no mercado de capitais", disse.
Segundo ele, mesmo antes do agravamento da crise mundial ficou claro que o excessivo investimento em projetos pouco estudados, além de campanhas de lançamentos de baixa liquidez, provocaram expressiva desvalorização nas ações das empresas listadas na bolsa brasileira. A partir disso, vieram as absorções das maiores pelas menores e o cancelamento de lançamentos com evidente demonstração de esperado fracasso. "Este foi, sem dúvida, um sinal de absoluto descontrole do setor e evidente insegurança no mercado de capitais, fatos que a bolsa não perdoa e, aqueles que acreditaram, perderam. A crise neste setor de papéis de empresas imobiliárias é um assunto que nada tem a ver com o mercado imobiliário brasileiro e muito menos com a crise financeira internacional", alfineta.
Para o presidente do Creci-SP, a única coisa que não poderia acontecer é o aumento das taxas de juros, já que quem deposita na Poupança - que é de onde vem os recursos para o financiamento - continua recebendo 6% ao ano e os bancos continuam a pagar este mesmo preço e, no entanto, passaram a vender mais caro. "Uma iniciativa ruim que pode provocar recessão no mercado imobiliário, pois a medida é extremamente excludente, e retira a possibilidade de milhares de pessoas alcançarem o crédito imobiliário. Atinge aqueles que compraram na planta e foram, na oportunidade, informados do valor das prestações e, no momento da entrega das chaves, na assinatura do contrato de financiamento serão surpreendidos com valores acima daqueles e, sem dúvida, irão criticar os corretores de imóveis por uma informação não real", avalia.

 

FONTE: Jornal do Brasil Online
DATA: 24/10/2008



Imobiliárias em alerta - Novo golpe na praça
Empresário é suspeito de usar documento falso, visitar imóveis para locação e
furtar objetos de seu interior
O empresário Jefferson Mello de Faria, 37 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por furto e uso de documento falso por suspeita de aplicar um golpe em, ao menos, três imobiliárias de Ribeirão Preto, segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), José Gonçalves Neto.

Segundo a polícia, Faria apresentava um documento de identidade falso na imobiliária com o objetivo de visitar imóveis para alugar. O delegado afirmou que o empresário fazia uma cópia da chave para entrar no imóvel depois, ou praticava o furto de peças como chuveiros, fiação e torneiras durante a visita.

Gonçalves Neto informou que outras duas pessoas são suspeitas de envolvimento com o golpe. Ninguém foi preso. A Polícia Civil recebeu a denúncia de um furto no dia 16 de outubro do corretor de imóveis Heitor José Venturi Júnior, 52.

Na denúncia ele afirma que um rapaz entregou um documento no qual consta o nome de Sylvio José Gentilin Garbellini, e se disse interessado em alugar um apartamento no Colina Verde. Após o prazo estabelecido para a devolução da chave, o corretor e a proprietária do imóvel foram ao local e encontraram a porta aberta. O rapaz havia levado um chuveiro elétrico, nove registros e uma torneira.

Venturi Júnior reconheceu Faria na Praça 15 de Novembro como sendo o rapaz que pediu a chave do imóvel furtado. Ele chamou a Polícia Militar, que levou à delegacia o empresário e outras duas pessoas que estavam com ele.

Segundo o delegado, o empresário tem passagem por estelionato e praticava o golpe há cerca de um mês. Com a divulgação do furto, ele acredita que outras vítimas possam procurar a delegacia. “A partir de agora iremos investigar a participação de outras pessoas, como os receptadores, além de levantar o prejuízo causado aos proprietários dos imóveis”, disse o delegado.


FONTE: Portal O Diário Online
DATA:24/10/2008

Em tempo de crise, adie a compra do imóvel
A Pro Teste Associação de Consumidores orienta a adiar a compra no caso de quem planejava adquirir a casa própria agora. Tanto para imóvel pronto como na planta este não é o momento adequado, em função da incerteza do mercado. Com a crise financeira mundial os bancos tendem a trabalhar com uma expectativa de alta, afinal, trata-se de financiamento a longo prazo.

Para quem já está financiando o imóvel há duas situações. Se o contrato de aquisição do imóvel foi com juros pré-fixados, não há com que se preocupar. Mas para quem fez contrato com taxas pós-fixadas, é preciso preparar o orçamento para suportar prestações mais altas que as previstas inicialmente, pois a tendência é de elevação dos juros. Geralmente na hora da venda a construtora apresenta apenas uma previsão do valor das parcelas.

A compra na planta apesar de ser o meio mais barato, pode ser o mais afetado pela crise de crédito no mercado internacional. O valor da prestação, ao assinar o contrato, poderá ser bem diferente do projetado no início, porque se as taxas de juros estiverem mais altas, terá que se desembolsar bem mais todo mês.
Uma saída é adiantar o maior valor que se puder pagar até a entrega do imóvel para no momento do financiamento ser o menor o montante sobre o qual incidirá juros. É preciso preparar o orçamento porque os prazos de pagamento estão diminuindo e os juros, aumentando. Ou seja, a crise mundial obriga a refazer os cálculos e adaptar os projetos à nova realidade do sistema financeiro. Pegar dinheiro emprestado ficou mais difícil e caro. E as exigências para fechar o contrato estão maiores.

Dicas para a compra do imóvel
Antes de se decidir pela compra do imóvel, avalie todos os custos. Além das taxas de juros não se esqueça de avaliar o Custo Efetivo Total (CET) que as empresas são obrigas a informar, inclusive nos anúncios. Financiar um imóvel não é uma decisão simples. Não apenas por se tratar de uma dívida de longo prazo, mas de um processo complexo e burocrático.

Na hora de fazer as contas, não esqueça que a compra de um imóvel tem outros custos além do financiamento. Reserve recursos para pagar as certidões (registros) e os impostos. As certidões do imóvel auxiliam a descobrir se está comprando um imóvel sem pendências. Se novo, com habite-se. Se usado, sem dívidas e da pessoa certa.

Além disso, será preciso ainda pagar o Imposto de Bens Imóveis (ITBI) ao município onde está a propriedade. Só depois será possível dar entrada na nova escritura (Leia mais na D&D nº13, abr-mai/08).

Use todo o saldo que você tiver no FGTS como entrada, diminuindo o valor financiado.

Se puder, poupe por um ano o valor equivalente ao que pagaria no financiamento. É uma boa experiência de poupança, que ainda pode aumentar o valor dado de entrada.

Periodicamente, saque seu FGTS e amortize parte do saldo devedor. Faça o mesmo com qualquer renda inesperada, como as férias e o 13º salário. Na poupança, você receberá rendimento de TR mais 6% a.a., enquanto o financiamento lhe cobra TR mais juros de 8% a 14% a.a.. Não vale a pena prolongar a dívida.

 

 
FONTE: Portal Bem Paraná
DATA: 24/10/2008