Planejar é a chave para comprar imóvel financiado
Imóveis populares são tendência
A explosão do mercado imobiliário em Salvador reforça o coro daqueles que dizem que “nunca foi tão fácil comprar imóvel”. Mas, o que é preciso para realizar o sonho da casa própria? Especialistas dizem que o fator principal é planejamento. Entrada, intermediárias e documentação são algumas dificuldades destacadas por quem procura imóveis novos ou usados.
O técnico em manutenção, Valmir Oliveira quer sair do aluguel, mas sente dificuldade em fazer uma poupança. “Sei que o preço é menor para imóveis na planta, mas é preciso estar atento para o sinal e as intermediárias. Com tudo isso, hoje não consigo comprar um imóvel, quem sabe em 2009?”, comenta ao sair de um stand no bairro do Imbuí.
O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA), Samuel Prado explica que a regra para imóveis novos é dividir o pagamento em duas fases. A primeira, diretamente com a construtora, representa cerca de 40% do valor do imóvel. É cobrada uma entrada de aproximadamente 10%, parcelas mensais e intermediárias até a entrega da chave, quando será cobrado os outros 60% . “Este valor, normalmente é financiado com bancos”, esclarece o corretor.
Samuel Prado afirma, porém, que estas condições de pagamento podem mudar de acordo com a negociação. “Cada cliente é um caso. É possível negociar por exemplo, uma entrada e as prestações sem intermediárias. O corretor está sempre disponível para margens de negociação”, disse Prado.
Em busca da flexibilidade das regras oferecidas por construtoras, o engenheiro Kleber Fernandes procura um novo apartamento há um ano. “Moro com a minha família em um apartamento próprio quitado, mas queremos mudar para um imóvel novo, dando o nosso como entrada e pagando a diferença através das parcelas mensais”, conta. Ele afirma que até agora não conseguiu negociar levando em conta o valor total do apartamento, só o que é cobrado até a entrega das chaves.
Na hora da negociação, a economista e coordenadora do curso de economia da Unifacs, Fátima Ferreira, sugere que o consumidor esteja atento a todas as condições oferecidas. “Apesar da variedade nas linhas de crédito, o consumidor precisa identificar, na ponta do lápis, quanto pagará por tudo o que é oferecido e quais são todas as condições do contrato. Só assim, pode avaliar se vale a pena fechar negócio”, diz.
A economista lembra que com os prazos maiores, o compromisso também aumenta. “São oferecidos até 30 anos de prazo, a pessoa precisa avaliar se vale a pena adotar uma dívida por tanto tempo”. Esta é a principal dúvida da pesquisadora Simone Fabres. Ela quer comprar um apartamento novo, mas está atenta aos juros. “Já venho economizando, mas quando calculo o valor dos juros, sei que pagarei por dois apartamentos”, avalia.
Para que o consumidor não pague ainda mais pelo imóvel, a economista Fátima Ferreira recomenda que sejam observados, também, os índices de correção, e que o consumidor procure auxílio financeiro, se necessário. “Na compra de um imóvel, é muito importante que ninguém tome decisões sozinho, seja com amigos, familiares ou consultores. Na dúvida, ninguém deve fechar negócio”, disse.
Para evitar dúvidas, a primeira dica do economista Bruno Pires é consultar o maior número possível de instituições de crédito. “Muita gente pensa que só a Caixa Econômica Federal oferece financiamento de imóveis, mas isso não é verdade. Cada banco pratica suas taxas e agrega outros valores, isso não é tabelado”, afirma Pires.
O economista lembra que o melhor financiamento nem sempre é aquele que oferece menores taxas de juros. “Algumas pessoas preferem optar por uma taxa maior, quando as exigências com documentação se enquadram melhor em seu perfil”, comenta. Exemplo disso, são os documentos aceitos como comprovante de renda. “Sabemos que a exigência com documentos, às vezes, é tão grande que as pessoas desistem”.
Por isso, outra dica para não ter seu financiamento recusado, é garantir que o valor da prestação não comprometa mais de 25% do rendimento mensal do cliente. “Muitos bancos colocam este limite para a contratação do crédito. Além de atender às exigências, ao estabelecer este limite, o consumidor evita inadimplência”, aconselha Bruno Pires.

Fonte: JORNAL A TARDE - BAHIA
DATA
: 26/07/2008


Aluguel de escritório sobe 73,2% em São Paulo
O preço do aluguel de imóveis comerciais cresceu 73,2% no ano passado em São Paulo, segundo a consultoria Cushman & Wakefield.

O valor dos aluguéis passou de US$ 25 m2 útil/mês em 2006 para US$ 43 m2 útil/ mês no ano passado.

A oferta de escritórios de alto padrão avançou 6% no período e deve chegar a 15% em 2008, diz a consultoria.

O crescimento econômico e a vinda de empresas à cidade explicam o aquecimento.

A demanda crescente faz com que, na região da avenida Faria Lima, por exemplo, o aluguel do imóvel chegue a R$ 110 por m2 ao mês.

Outra pesquisa da Cushman & Wakefield mostra que, para escritórios de altíssimo padrão, a alta de preço atingiu 39% em 2007.

Fonte: Folha de São Paulo - Caderno Dinheiro
DATA: 27/07/2008

Mercado de seguros de propriedade
O mercado de seguros de propriedade, incluindo os imóveis residenciais e comerciais, cresceu 49,93% nos últimos nove anos.

De acordo com o Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste, o volume de recursos passou de US$ 9,5 bilhões para US$ 14,2 bilhões.

Estabilidade econômica e aumento de renda das classes mais populares contribuíram para a alta, assim como uma maior percepção de risco por parte da população.

No geral, o mercado brasileiro de seguros, previdência, capitalização e saúde teve crescimento de 91,92% entre 1998 e 2007, passando de US$ 22,5 bilhões para US$ 43,3 bilhões.

Fonte: Diário de Pernambuco
DATA:
27/07/2008


Imóveis: estratégia é adquirir casas, diz Itaplan
A ausência de grandes áreas livres em pontos estratégicos e valorizados não impede o crescimento expressivo de empreendimentos imobiliários em diversos bairros no Grande ABC. Sem terrenos que permitam elaborar empreendimentos para atender à demanda atual, grandes imobiliárias e incorporadoras - da região e de São Paulo - especializaram-se na busca de casas em ruas bem localizadas, que possam dar lugar a edifícios residenciais.
O diretor de Marketing da Itaplan Imóveis, Fábio Rossi Filho, uma das empresas que mais negociaram imóveis no Grande ABC em 2007, diz que há uma grande procura por imóveis novos, "mas as pessoas querem ofertas inteligentes e produtos diferenciados, e é isso que buscamos oferecer".
Entre os empreendimentos já lançados e novos projetos, a Itaplan dispõe de cerca de 2 mil unidades sendo comercializadas na região, incluindo quatro novos empreendimentos que serão lançados até o final de 2008. A empresa, segundo Rossi, está concluindo estudos de 150 novos projetos, que serão colocados no mercado nos próximos um ou dois anos, com VGV (Valor Geral de Vendas) entre R$ 4 e R$ 6 bilhões.
Rossi acredita que o mercado imobiliário ainda tem muito fôlego e "deve crescer pelos próximos oito anos, para depois estabilizar". Dois fatores justificariam essa expectativa: a demanda reprimida ao longo de décadas em que o crédito imobiliário foi inexpressivo se comparado ao crescimento populacional e o ‘tempo de maturação' de um empreendimento - do projeto até a emtrega das chaves, leva, em média, cinco anos.

DESAFIO - Criar um projeto que seja moderno daqui a alguns anos é outro desafio do setor. Conforme Rossi, "se começamos esse mês a construir um novo imóvel, temos de ter em mente que ele deve ser atual não para os padrões de 2008, mas de acordo com a demanda em 2012". Ele conta que, para que o projeto tenha um bom resultado, é preciso saber a perspectiva do cliente daqui a alguns anos, e continuar atual por, pelo menos, mais cinco anos depois de entregue.
Antes, na avaliação de Rossi, o imóvel era construído sem pensar no futuro proprietário e cabia a ele ‘dar a sua cara' ao imóvel. Agora, para se manter no mercado, a construtora precisa investir em pesquisas, para criar empreendimentos alinhados ao perfil do comprador e com ‘soluções satisfatórias' para atender às necessidades do futuro.
Ele conta que, na Itália, por exemplo, um dos eletrodomésticos mais comercializados é a máquina que lava e seca roupas num único produto - já comercializada no Brasil. O diferencial é que esse produto não fica mais na área de serviço. Fica no banheiro, porque a pessoa troca de roupa e já coloca na máquina. "O brasileiro não tem esse hábito hoje, mas pode ter daqui a alguns anos. Então, o imóvel tem, agora, de prever a instalação elétrica e o espaço ideal para colocar esse equipamento nos projetos que estão sendo feitos agora. Só assim ele vai estar atual quando for entregue ao comprador."
O mesmo aconteceu com a rede de fiação. "Até cinco anos atrás, ninguém imaginava fazer rede para telefonia e computador em todos os cômodos. E hoje estamos um passo à frente: pensando como resolver os ‘pontos cegos' para ter wireless em todo o imóvel", conta.
O mesmo vale para produtos ecologicamente corretos. O comprador não se preocupa com isso agora, mas vai valorizar essa condição futuramente.

Fonte: Diário do Grande ABC
DATA: 27/07/2008



Câmara dos EUA aprova projeto
de auxílio para setor imobiliário

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou ontem o projeto que oferece ajuda para os proprietários de casas e para as empresas de garantias de hipotecas, após o presidente George W. Bush retirar a ameaça de veto à proposta.

A lei vinha sendo discutida há meses pelo Congresso americano, resultado da crise no setor imobiliário, e ganhou mais importância depois que o governo adicionou a ela o programa de ajuda a Fannie Mae e Freddie Mac, as duas gigantes do setor hipotecário.

Além da ajuda às duas agências (que pode custar US$ 25 bilhões ao governo), a lei prevê itens como autorização para que o governo garanta até US$ 300 bilhões em hipotecas refinanciadas e redução fiscal que pode chegar a US$ 7.500 para quem compra sua primeira residência. O projeto foi aprovado por 272 votos a 152 e deve ser avaliado ainda nesta semana pelos senadores.

A principal crítica do governo Bush era a um programa de US$ 4 bilhões que permite aos governos locais comprarem e reabilitarem propriedades cujas hipotecas foram executadas por falta de pagamento.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, afirmou que recomendou a Bush que retirasse suas objeções ao projeto porque o auxílio a Fannie Mae e Freddie Mac seria "mais importante do qualquer uma das outras partes da lei".

A Casa Branca disse que o presidente aprovará o projeto porque é preciso resolver rapidamente as crises nos mercados de crédito e imobiliário.
Também ontem, o BC dos EUA divulgou o livro bege (compilação de dados econômicos feita pela entidade), que mostra que a economia do país continua se desacelerando.

Fonte:Folha de São Paulo - São Paulo/SP
DATA: 24/07/2008




CEF LANÇA ESTE ANO O CARTÃO
DE CRÉDITO PARA ALUGUEL

A Caixa lançará dinheiro de plástico como garantia de locação para substituir exigência de fiador Rio - A Caixa Econômica Federal lançará este ano o cartão aluguel para facilitar interessados na locação de imóveis. A modalidade vai dispensar as exigências de garantias, como fiadores, seguros-fiança, títulos de capitalização e caução (três meses de depósito). Atualmente, 6,5 milhões de brasileiros moram de aluguel no País. O novo modelo vai funcionar como o cartão de crédito. Segundo o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, o inquilino vai receber o cartão para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco faz o pagamento ao proprietário, mas depois cobra, com juros. Nesse caso, as taxas de juros cobradas devem ser parecidas com as dos cartões de crédito, em torno de 10% ao mês. O banco vai avaliar a capacidade de pagamento do inquilino, antes de conceder o novo modelo de garantia. O produto será voltado para as classes média e baixa com renda de até seis salários mínimos (R$ 2.490). Hereda informou que o produto está pronto, mas, por envolver outras áreas do banco, precisa de alguns ajustes, como a área da tecnologia de informação fazer pequenas alterações no sistema para começar. O cartão aluguel da Caixa terá anuidade e o processo será o mesmo do cartão de crédito, ou seja, todo mês chegará uma fatura, com o valor devido. Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, a iniciativa vai oferecer mais segurança aos proprietários e poderá fazer que as pessoas voltem a olhar para a locação como investimento, além de poder contribuir para a redução do valor dos aluguéis. O vice-presidente do Secovi Rio, Manoel Maia, apóia a iniciativa da Caixa e afirma que a nova garantia é positiva para o mercado. “O seguro-fiança ainda é um produto caro. Acredito que o modelo será mais acessível porque a Caixa tem um compromisso social”, diz Maia. De acordo com Márcio Murad, gerente-geral de Seguros da Apsa, o cartão aluguel é bem-vindo, mas a Lei do Inquilinato (8.245/91) prevê apenas quatro possibilidades de garantia (caução, fiança/fiador, seguro-fiança e a Lei 11.196/2005, que abriu a possibilidade de usar os fundos de investimentos como uma garantia). Seguro-fiança deve ser pago anualmente O seguro-fiança tem crescido no mercado. No Rio, o modelo representa em média 1,2 o valor do aluguel e dos encargos (cota condominial e IPTU) e deve ser pago todo ano. Funciona como um seguro de carro. O gerente-geral da Corretora Apsa, Márcio Murad, diz que, para o aluguel de um apartamento na Tijuca de R$ 700, incluindo os encargos, o desembolso com a garantia será de R$ 840. O valor poderá ser pago em quatro vezes sem juros ou em 12, com juros de 19% ao ano. Já no título de capitalização, o valor é definido pela administradora, mas pode variar de 3 a 12 meses o aluguel mais encargos. O título fica em nome do inquilino.

Fonte: INSTITUTO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DATA:28/07/2008





6,5 milhões de brasileiros moram de aluguel no País, atualmente.
Fonte: INSTITUTO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DATA: 28/07/2008


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